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sábado, 14 de maio de 2016

Grace and Frankie: delícia de série

Por Dora Carvalho

A série Grace and Frankie foi concebida inicialmente para ser um produto destinado ao público com mais de 60 anos e gerar imediata identificação por parte dessa faixa etária. Mas o seriado buscou um público e alcançou vários. E a segunda temporada que estreou recentemente no Netflix é prova disso. Que delícia assistir Jane Fonda e Lily Tomlin protagonizando a trama com tanta sintonia. Há tanta verdade na atuação, que só poderia vir de duas atrizes que são amigas há muitos anos. Mais curioso ainda é saber que Jane Fonda sentiu necessidade de contratar uma professora de interpretação por não estar habituada ao formato televisivo. A situação demonstra ainda mais a grandeza da atriz.
A série, produzida por Marta Kauffman (de Friends) acertou em cheio não só por ter um enredo que abre discussões sobre os desafios e aventuras dos que já passaram dos 70 anos. Mas porque retrata de maneira super bem-humorada temas sérios (envelhecimento, sexualidade, homossexualidade, meio ambiente), sem abrir mão da densidade e questionamentos necessários, porém, foge de ser panfletário ou dogmático. Inicialmente, a sinopse parece bizarra. As protagonistas são casadas há décadas e os casais são amigos de longa data. Até que os maridos, intepretados por Martin Sheen e Sam Waterston (adoráveis em seus papéis), decidem abrir o jogo: são homossexuais e têm um caso antigo e querem finalmente casar-se. A primeira temporada constroi a nova vida e adaptação das duas amigas e culmina em um fato que serve de ponte para a segunda temporada e sacudir a trama.
Os novos capítulos são tão viciantes que foi difícil assistir sem ser de maratona. E também são curtinhos e não passam muito dos 30 minutos cada um. Dá vontade de anotar as piadas super inteligentes para comentar com as amigas, mas nem dá tempo. Mal rimos de uma e já vem outra, tamanha a naturalidade dos atores em cena e sintonia com o roteiro e texto.

Felizmente, já tem uma terceira temporada aprovada. Por mim, poderia vir uma a cada semestre. Como é bom ver atores experientes em cena!





quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

2016 na telinha: a maratona começa no feriado

Por Dora Carvalho

No que depender das estreias de novas séries e retomada das produções das consagradas, não sairemos da frente da TV em 2016. A única possível salvação é a aflitiva demora dos lançamentos no Brasil, o que pode dar um certo fôlego no intervalo entre assistir uma temporada e outra.
Mas 2016 já começou muito bem com a volta de Arquivo X e vai ficar ainda melhor com a continuidade das temporadas de Sherlock (sem data prevista e pode ficar para 2017), Grace and Frankie – a segunda temporada está demorando demais para estrear, porém, está prevista para maio deste ano, e já há negociações para a terceira temporada nos Estados Unidos; e a incrível Outlander, cuja segunda temporada já está em final de produção. Isso sem contar as mais que consagradas: Demolidor (março), Guerra dos Tronos (abril) e outras tantas que eu ainda nem comecei a ver: House of Cards (a quarta temporada estreia em março) e Penny Dreadful (maio), série que já vai para a terceira temporada.
Neste ano, só não se sabe quando chegará ao Brasil, a HBO vai estrear Vinyl, produzida por Martin Scorcese, Mick Jagger e Terence Winter (muita expectativa!).



Quem está com saudades de Hugh Laurie (House) vai poder ver o ator em outra série que promete: The night manager, uma co-produção entre a BBC e AMC, baseada no livro “O infiltrado”, de John Le Carré, que tem ainda no elenco Tom Hiddlestone (o Loki, do filme Thor).


Outro ator de peso que vai para telinha é Anthony Hopkins em The Westworld, produção da HBO. Os atores Rodrigo Santoro e Ed Harris também estão na trama que é baseada no livro de Michael Crichton, que mistura ficção científica e faroeste.
O teaser é incrível. Veja: 



O próximo feriadão prolongado promete maratona das séries atrasadas. E que venham as estreias de 2016!